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SOBRE
O Outra Hora começou em 2017 como um projeto entre amigos querendo falar de cinema. Era pequeno, era despretensioso, era o tipo de coisa que nasce porque alguém cansa de esperar que exista. Três anos assim: um veículo com colaboradores próximos escrevendo sobre música e cinema, sem grandes planos, só vontade de discutir o que importava.
Aí veio a pandemia. E com ela, paradoxalmente, uma explosão de alcance. Gente trancada em casa, buscando o que ler, o que ouvir, o que assistir — e encontrando a gente. Foi quando decidimos levar isso a sério. Não no sentido corporativo, mas no sentido de: se isso importa pra tanta gente, a gente precisa fazer direito.
Hoje somos 16 pessoas no corpo fixo, mais colaboradores pontuais que entram e saem conforme os projetos pedem. Mas o Outra Hora deixou de ser só um site há tempos.
O ECOSSISTEMA
outrahorarec nasceu em abril de 2022, no pós-pandemia, quando Porto Alegre ainda tateava pra entender como reconstruir sua cena cultural. A gente queria fazer parte dessa reconstrução — não só escrevendo sobre, mas produzindo. Então viramos selo. Lançamos música, fazemos eventos, botamos gente no palco. Porque cultura não é só comentário, é também ação.
Outra Hora Store veio em maio de 2023. A ideia era simples: trazer nossa curadoria pro nível físico. Disco de vinil, camiseta, objeto. Não dá pra viver só de pixel — a gente queria que as pessoas pudessem tocar no que a gente faz, levar pra casa, pendurar na parede, colocar pra tocar no domingo. A loja é isso: o lugar onde nossa curadoria vira matéria.
Menu Desafio começou em setembro de 2025. Nossa versão do Tiny Desk: artistas tocando ao vivo, sessões intimistas, gravadas e abertas pra quem faz parte do clube. Não é show, é conversa. Não é palco, é sala. É o tipo de coisa que só faz sentido presencialmente, que não cabe em algoritmo.
E o site continua sendo o coração de tudo: críticas de cinema e música, artigos, curadoria, o Radar Groover onde a gente garimpa bandas novas todo mês. É de onde tudo parte.
O QUE A GENTE DEFENDE
Cultura independente. Sem anúncio, sem algoritmo dizendo o que você deveria gostar, sem IA gerando slop disfarçado de arte. A gente acredita em curadoria humana, em texto escrito por gente que pensa, em disco escolhido a dedo, em show que acontece porque alguém quis — não porque deu métrica.
O mainstream tem seu lugar. Mas existe um universo paralelo de coisas que correm por fora dele e que têm tanto valor artístico quanto, se não mais. Cinema de autor que não vai dar no multiplex. Álbum indie que o Spotify nunca vai te recomendar. Artista tocando num porão em Porto Alegre que podia estar em qualquer palco do mundo. Esse é o nosso território.
A gente fala do que importa. Do que merece atenção. Do que não vai aparecer sozinho na sua timeline porque o algoritmo não sabe vender.
POR QUE A GENTE EXISTE
Porque alguém precisa fazer esse trabalho. Porque cultura não se sustenta sozinha, especialmente quando ela recusa os atalhos fáceis. A gente paga esse site do próprio bolso há anos. Não tem patrocínio grande, não tem investidor, não tem banner piscando no meio do texto. E isso é uma escolha.
Mas também é insustentável sozinho. Por isso a gente criou o Clube Outra Hora: pra que quem se importa com o que a gente faz possa sustentar isso junto com a gente. Não é caridade, é parceria. Você ganha acesso a coisas que não existem em outro lugar. A gente ganha a chance de continuar existindo.
QUEM FAZ
16 pessoas fixas, mais colaboradores que entram conforme o projeto. Gente que escreve, que produz evento, que garimpa disco, que edita vídeo, que responde email, que carrega caixa de som. Não tem hierarquia de glamour aqui — todo mundo faz tudo, porque é assim que projeto independente funciona.
A gente não tem escritório. A gente não tem dress code. A gente não tem reunião de alinhamento estratégico. A gente tem vontade de fazer cultura existir do jeito certo, e isso basta.
FAÇA PARTE
Se você leu até aqui, você já entendeu. O Outra Hora não é só um site, não é só um selo, não é só uma loja. É um ecossistema de cultura independente resistindo num mundo que quer transformar tudo em conteúdo.
E a gente não quer ser grande. A gente quer ser verdadeiro.
Se isso faz sentido pra você, vem junto.