as 15 Piores esnobadas do grammy

15. “Revolver” perdeu para uma coletânea

Em 1967, o álbum dos Beatles que mudou para sempre as regras da gravação em estúdio perdeu o prêmio principal para uma retrospectiva de Frank Sinatra. O Grammy preferiu honrar o passado em vez de validar o disco que inventou o futuro.

14. Janelle Monáe

Apesar de ser uma visionária negligenciada no início da carreira, Janelle entregou o monumental Dirty Computer em 2018. Ela deveria ter vencido Álbum do Ano, mas o prêmio acabou indo para o country tradicional de Kacey Musgraves.

13. Frank Ocean

A derrota de Channel Orange em 2013 e o descaso geral com sua arte fizeram Frank Ocean desistir da premiação. Ele se recusa a submeter seus trabalhos por considerar o processo nostálgico e desconectado da realidade.

12. Lana Del Rey

Com 11 indicações e nenhuma vitória, o Grammy ignora a artista que definiu a estética de uma geração. As derrotas consecutivas de obras-primas como Norman F*ing Rockwell! e Did you know that there's a tunnel under Ocean Blvd são injustificáveis.

11. O Apagão de The Weeknd

O maior hit da história moderna, "Blinding Lights", e o aclamado After Hours receberam zero indicações em 2021. O erro foi tão bizarro que resultou em um boicote permanente do artista contra a premiação.

10. “24k Magic” sobre DAMN. e Melodrama

Em 2018, o Grammy escolheu o porto seguro do retrô-pop de 24K Magic em vez de premiar o impacto cultural de Kendrick Lamar ou a inovação lírica de Lorde. Foi um retrocesso artístico em uma noite que pedia ousadia.

9. "Respect" perdeu.

Praticamente não importa para quem, pouquíssimas músicas na história seriam merecedoras de tirar um Grammy de “Respect”. Aconteceu, contudo, em 1968, quando o hino imortal da rainha do Soul perdeu Gravação do Ano para o pop genérico do grupo The 5th Dimension. Apenas uma das histórias provas de que a Academia evita, a todo custo, dar o prêmio máximo para a excelência negra.

8. The Beach Boys

“Pet Sounds” é frequentemente citado como o melhor álbum de todos os tempos, mas o Grammy o ignorou completamente na época. A banda nunca venceu um prêmio competitivo durante seus anos de maior impacto cultural.

7. Radiohead

Uma carreira inteira definindo o rock alternativo e a música eletrônica sem nunca vencer um prêmio das categorias principais. A derrota de OK Computer e In Rainbows mostra o descompasso da Academia com a inovação técnica.

6. Kendrick Lamar

Embora seja um vencedor frequente, suas maiores obras-primas (GKMC e TPAB) foram descartadas em favor de escolhas seguras como Macklemore e Taylor Swift. É o exemplo claro de como o Grammy premia o rap, mas teme a sua profundidade política.

5. Beyoncé vs. Adele, Beck e Harry Styles

A artista mais premiada da história, mas sistematicamente barrada em Álbum do Ano. O descaso foi tão evidente que precisou de um discurso de Jay-Z expondo o racismo estrutural para a Academia finalmente ser confrontada com o próprio erro.

4. Prince

Um artista de álbuns geniais que moldaram a música moderna, mas que nunca venceu nas categorias "Big Four". Mesmo com obras-primas como Purple Rain e Sign o' the Times, o Grammy nunca o reconheceu no topo da pirâmide.

3. David Bowie

Uma vergonha histórica: o Camaleão do Rock só venceu um Grammy competitivo em vida por um videoclipe. Os prêmios por Blackstar só vieram quando ele já não estava mais aqui para recebê-los, ignorando décadas de genialidade.

2. O Abuso Sistêmico com o Hip-Hop

Apesar de ser o gênero mais influente do mundo, o Rap venceu Álbum do Ano apenas duas vezes. Lendas como Biggie, Tupac, Nas, Jay-Z, Kanye West e Nicki Minaj moldaram a cultura global, mas foram sistematicamente barrados das categorias principais.

1. Björk

A maior injustiçada da história da premiação, com 16 indicações e zero vitórias. O Grammy demonstra uma incapacidade crônica de reconhecer o experimentalismo e a vanguarda feminina no topo de sua forma.

Amanda Machado

Analisadora over-pensadora daquilo que mais amo no mundo. Eterna estudante do cinema. Natural de Manaus, vivendo em Lapinha da Serra. Early bird.

Próximo
Próximo

Coluna | Carta Aberta aos Críticos de Oscar