As 10 Mães Mais Marcantes do Cinema nos Últimos 10 anos

As 10 Mães Mais Marcantes do Cinema nos Últimos 10 anos

O que é ser uma boa mãe? A pergunta que todos os pedagogos estudam no primeiro semestre de faculdade não tem resposta certa. Existem infinitos jeitos de se criar uma criança e não pretendemos entrar nesse quesito aqui: inicialmente, esta lista traria cinco excelentes e cinco más mães do cinema, mas ao longo do processo fomos percebendo o quão difícil era classificar algumas delas como boas ou más, por isso mudamos a ideia da lista.

Talvez o fato seja que mães, por mais especiais que sejam na vida de cada um de nós, também tem direito a terem suas falhas. Tendemos a achar que nossas mães são seres angelicais, incapazes de cometer erros e acima de qualquer outra coisa e, por mais que isso possa parecer verdade, o que as torna tão especiais é justamente o fato de serem pessoas normais, mas que se dedicam tanto a seus filhos que são capazes de superar qualquer dificuldade. 

Neste dia das mães, trazemos a vocês este especial com 10 mães importantes e influentes do cinema. Um bom domingo e um ótimo dia das mães a todos! 

10 | Tilda Swinton em Precisamos Falar Sobre o Kevin (2012)

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Sabe aquela frase super genérica que todos usam "precisamos falar sobre tal coisa"? Pois bem, ela saiu deste filme de Lynne Ramsay, uma adaptação do best-seller de Lionel Shriver de mesmo nome. Caso conhecessem o material fonte, as pessoas pensariam duas vezes em utilizar essa expressão. Na história, Tilda Swinton interpreta Eva Khatchadourian, a mãe de um jovem que cometeu um massacre em sua escola e agora tenta se retratar com seu ex-marido mandando cartas, onde explica todos os acontecimentos que levaram ao ato de Kevin. É um filme extremamente pesado e Swinton dá vida a uma mãe intensa, que representa muito da negligência que afeta diversos jovens mundo afora, um assunto que ninguém gosta de tocar. 

9 | Monique Angela Hicks em Preciosa (2010) 

Vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel no filme, Monique interpreta Mary Lee Johnson, a mãe abusiva de Preciosa e por se fazer tão odiável foi ovacionada quando recebeu a estatueta. Talvez uma das poucas mães a não ter muitos lados positivos aqui, Monique impressiona por mostrar uma realidade que preferimos não acreditar que existe. 

8 | Laurie Metcalf em Lady Bird (2017)

É difícil ver sua filha sair do ninho, mas talvez seja ainda mais complicado ensiná-la a voar. Em "Lady Bird", um coming-of-age adolescente se redescobre e revela-se não como uma história sobre as diversas paixões de sua protagonista com jovens aleatórios, mas sim um conto sobre amor materno. Marion McPherson, a personagem de Laurie Metcalf, rouba a cena e as trocas dela com a Lady Bird acabam sendo as cenas mais engraçadas, reais e emocionantes.

7 | Macaca em Kubo e As Cordas Mágicas (2016)

Mesmo que o SPOILER plot twist não fosse dos mais difíceis de se prever, ao descobrir que a macaca que ajuda Kubo em sua jornada é na verdade sua mãe o impacto é grande. Graças a um excelente trabalho de voz, da maravilhosa Charlize Theron, a personagem ganha camadas essenciais para uma história tão bonita e poderosa quanto a contada nesta animação que homenageia a cultura japonesa e redefine muito do que entendemos por família. 

6 | Regina Casé em Que Horas Ela Volta (2015)

Mãe de quem? Val é a empregada doméstica e babá de uma família rica. Fabinho, filho dos patrões, cresceu acostumado a receber os carinhos maternos de Val. Isso acaba batendo de frente com a relação que Val tem com sua própria filha, Jéssica, que viveu boa parte da vida sem a mãe presente. “Que Horas Ela Volta” traz a relação entre uma empregada doméstica e sua filha para dentro da casa dos patrões, balançando um sistema tão cimentado no Brasil que é a desigualdade social. Regina Casé emocionou não só o Brasil como diversos outros países também, interpretando uma personagem tão real que por vezes esquecíamos que era apenas um filme. E isso é porque não era.

5 | Allison Janney em I, Tonya (2017)

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Se você assistiu "I, Tonya" você odeia Allison Janney. A atriz, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu papel de mãe da patinadora norte-americana Tonya Harding fez de tudo para ser detestável. Além de nunca demonstrar amor por sua filha tentou se aproveitar dela em todas as piores situações, desde quando era jovem até quando estava no auge de sua fama. De acordo com a própria, a criação sem piedade de Janney teria feito com que Tonya se tornasse a atleta que se tornou, o que funciona a seu favor. 

4 | Sandra Bullock em Um Sonho Possível (2010)

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Essa praticamente não temos nada a reclamar. Sandra Bullock, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz por interpretar Leigh Anne Tuohy, uma designer de interiores que ficou conhecida por adotar Michael Oher, um jovem negro com problemas familiares que viria a assinar um contrato para jogar na NFL graças ao incentivo de sua mãe adotiva. A história até hoje chama atenção, sendo que Michael continua na NFL e até mesmo ganhou o SuperBowl em 2012. 

3 | Patricia Arquette em Boyhood (2014)

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A obra prima de Richard Linklater contou com um dos elencos mais dedicados da história do cinema ao gravar o mesmo filme por longos 12 anos. Patricia acabou levando a única estatueta do filme no Oscar de 2015, a de Melhor Atriz Coadjuvante, justamente por representar uma das mães mais realistas e relacionáveis do cinema moderno. Ela evolui durante toda a trama, comete erros, acertos, mas faz de tudo para o bem de seus filhos e serve como um porto seguro que, apesar de imperfeito, é exatamente o que eles necessitam em diversos momentos. 

2 | Viola Davis em Fences (2016)

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Por seu papel como Rose Maxson em "Fences", ou sua péssima tradução "Um Limite Entre Nós", Viola ganhou seu primeiro e merecidíssmo Oscar se tornando uma das poucas pessoas do planeta a ter pelo menos um Emmy, Oscar e Tony Awards. Neste filme, dirigido por seu parceiro em cena, Denzel Washington, Viola dá vida a uma mãe dedicada tanto para seu filho como para seu marido, a ponto de até mesmo aceitar uma filha fruto de um adultério como sua própria. Ela está sensacional aqui, e apenas engrandece a personagem que também fora maravilhosamente bem escrita. 

1 | Brie Larson em O Quarto de Jack (2015)

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Não poderia ser outra. O que Brie Larson faz neste filme é fora de série. O amor entre mãe e filho é ilimitado. Aqui, no caso, ultrapassa 4 paredes e qualquer limite mundano.  Joy e Jack (Brie Larson e Jacob Tremblay, respectivamente) formam a provável mais natural e palpável química entre uma mãe e seu filho no cinema. Imposta a ter que fazer de um quarto minúsculo o mundo pra Jack, o peso e desgaste psicológico explícito no rosto da atriz em consequência de criar uma bolha onde tudo de horrível que está acontecendo à eles não existe é extremamente doloroso para quem assiste. 
Room transmite o mais genuíno dos amores de uma forma de partir o coração, mas deixando claro que um filho não é nada sem sua mãe e muito menos uma mãe é algo sem o seu filho, nos dando uma figura materna excepcional com Joy de Brie Larson.

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