Crítica | Brooklyn Nine-Nine (1ª e 2ª Temporadas)

Crítica | Brooklyn Nine-Nine (1ª e 2ª Temporadas)

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Assistir Brooklyn Nine-Nine é como estar no meio de uma perseguição policial com piadas sendo atiradas de todos os lados.

Criada por Dan Goor e Michael Schur, a série nos leva a conhecer um pelotão de detetives do precinto 99 do Brooklyn. É difícil imaginar como fazer uma comédia ambienta em um local tão sério como uma delegacia de polícia, mas o elenco da série cumpre a tarefa com perfeição.

Temos Andy Samberg interpretando o protagonista Jake Peralta. Talvez seja desnecessário dizer, mas a performance do ator é espetacular. Peralta, como o próprio nome indica, é brincalhão e não leva as coisas, exceto seu emprego, muito a sério. Todos os personagens são muito bem construídos dentro de seus próprios esteriótipos e as interações acabam garantindo gargalhadas certeiras.

A primeira temporada da série é realmente introdutória e se desenvolve sem pressa. O espectador vai conhecendo os personagens pouco a pouco, descobrindo suas manias e entendendo a história que cada um tem para contar. E apesar de termos 7 protagonistas (sem ofensas, Scully e Hitchcock), não fica difícil acompanhar as tramas e se ver refletido em um dos detetives.

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O fator mais surpreendente é como a narrativa da série consegue utilizar os casos semanais de cada episódio para ir apresentando e acrescentando informações relevantes para o arco da temporada. E enquanto diversas séries de drama falham em utilizar esse elemento, é animador ver uma comédia usando-o tão bem.

A segunda temporada, no entanto, tem um foco mais atento aos relacionamentos interpessoais do grupo, tanto no âmbito familiar como no amoroso e no profissional. Vemos combinações românticas inusitadas mas que funcionam muito bem devido ao tipo de humor da série. Ao mesmo tempo, temos momentos de tensão maior que são agradavelmente diluídos em piadas. Também é a temporada onde criam-se tradições na série com a volta de elementos citados anteriormente como a aposta de Halloween entre Jake e o Capitão Holt.

O ponto alto porém, assim como sua predecessora, é o último episódio e seu gancho excelente. Aliás, esse é um elemento recorrente em "Brooklyn Nine-Nine": ótimos season finales. Cada um é mais surpreendente que o anterior e nos mostra o quanto os personagens evoluíram com o passar dos episódios. A segunda temporada, no entanto, termina com um sabor agridoce devido a despedida de personagens amados unida a um possível desfecho de personagens amantes. 

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"Brooklyn Nine-Nine" explora muito bem suas infinitas possibilidades como uma série de comédia. Traz um humor leve sem ser ofensivo e qualquer ameaça de cancelamento deveria ser considerada crime de terrorismo.

10

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