Crítica | Unbreakable Kimmy Schmidt (3ª Temporada)

Crítica | Unbreakable Kimmy Schmidt (3ª Temporada)

poster.jpg

Quem dera existissem mais pessoas nesse mundo como Kimmy Schmidt. 

A série da Netflix, neste terceiro ano, continuou acompanhando as aventuras de Kimmy e seus amigos por Nova Iorque. Para quem não tem muito conhecimento da história, "Unbreakable Kimmy Schmidt" acompanha a vida de Kimmy Schmidt, que após ficar quinze anos presa em um bunker por um lunático, é libertada e passa a tentar recuperar o tempo perdido e viver sua vida com a maior positividade possível, tentando deixar os eventos passados de lado. 

Nesta temporada a trama ficou divida em 4 focos: o primeiro em Kimmy tentando entrar na faculdade, o segundo em Titus e sua eterna busca pela fama (além de seus relacionamentos, que renderam momentos maravilhosos), o terceiro em Jacqueline com suas lutas sociais e relacionamento com Russ e o quarto e último em Lillian e sua busca em "defender" o bairro onde moram. As quatro tramas muitas vezes se interligavam, mas, assim como nas outras temporadas, não eram elas em si que realmente empolgavam, mas sim as tiradas, cenas e piadas que surgiam no meio delas, o que passou a ser uma caracteristica da série. 

titus.jpg

Tituss Burgess, que interpreta Titus Andromedon, apesar de ter sua trama mais de lado nessa temporada, deu bons momentos para a história e episódios com cenas sensacionais, com destaque para o segundo episódio da temporada, " Kimmy's Roommate Lemonades!", onde ele, em uma crise de relacionamento com Mike, recria alguns dos clipes de Beyoncé. Esses e muitos outros momentos na temporada, onde Tituss nos contempla com seu humor ácido, mostram o porque Burgess mereceu a indicação para Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia no Emmy 2018. Ellie Kemper continua maravilhosa com sua Kimmy e parece compreende-la cada vez mais a cada episódio que passa, conseguindo passar várias mensagens importantes (principalmente de empoderamento feminino) mesmo com toda a loucura que o texto de Tina Fey propõe.

Inclusive, Tina Fey fez um roteiro, talvez não tanto inovador, mas que consegue agradar ao público que acompanha o seriado e conhece seu trabalho de roteirista. Com características de não ter uma trama linear, muitos momentos nonsense e piadas acerca da atualidade e cultura pop, o roteiro consegue, apesar de ser totalmente irreal muitas vezes, captar a atenção e fazer com quem assiste viajar junto com os personagens nas loucuras que eles vivem em cada episódio. 

"Unbreakable Kimmy Schmidt" contém um humor que não são todas as pessoas que gostam e conseguem comprar a ideia, mas, para quem curte, é uma delicia de assistir e se torna um entretenimento perfeito para se maratonar. E, apesar de não ser favorita nas duas categorias que foi indicada, a série merece muito esse reconhecimento tamanha a qualidade que apresenta ao seu espectador.   

 

9

Crítica | A Maldição da Residência Hill (1ª Temporada)

Crítica | A Maldição da Residência Hill (1ª Temporada)

Crítica | Brooklyn Nine-Nine (1ª e 2ª Temporadas)

Crítica | Brooklyn Nine-Nine (1ª e 2ª Temporadas)