Crítica | Le Chalet (1ª Temporada)

Crítica | Le Chalet (1ª Temporada)

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A Netflix está apostando cada vez mais na globalização de seu catálogo original. Desta vez, uma minissérie francesa está prendendo a atenção do público amante de obras sobre suspense.

Le Chalet estreou originalmente na França, no dia 26 de março de 2018 e foi veiculada pelo canal France 2. Vendo seu potencial e a boa repercussão no país da Torre Eiffel, a Netflix decidiu comprar seus direitos de transmissão, num acordo com as empresas France Télevisions e TV5 Monde. Eis que no dia 17 de abril o serviço de streaming disponibilizou os seis episódios da minissérie para o Brasil.

A narrativa é contada através de três arcos que acontecem em tempos diferentes. O primeiro, que pode ser considerado no futuro, conta com Sébastien Genesta se defendendo contra acusações na justiça. No passado é retratado a primeira família que morou no chalé de Valmoline. E no presente ocorre a trama principal, com o casal Manu e Adèle indo ao chalé para o casamento de um antigo amigo, quando a ponte que liga o vilarejo a outras cidades é destruída. Todos estes pontos auxiliam a encontrar todas as peças da história.

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Quem gosta de um bom suspense, sem nada sobrenatural acontecendo, vai amar este seriado. A trama é simples, porém não é apresentada de supetão. O que leva o espectador a querer assistir o próximo episódio para descobrir mais sobre o que acontece ali.

Por outro lado, essa precaução em não oferecer logo de cara todos os detalhes da trama é um fator que pode acabar desagradando o público. Quem não assistir a minissérie até o final, sairá sem saber absolutamente nada do que aconteceu. É preciso estar presente até o último minuto para entender o desfecho, que é impressionante.

O melhor de Le Chalet é como tudo se conecta. O que, lá pela metade do seriado, parecia ter se perdido pelo volume de informações apresentadas. Não é o que acontece. O roteirista Alexis Lecaye e a produtora Camille Bordes-Resnais demonstraram estar atentos e seguir exatamente o que foi proposto. Muitos fatos ocorrem, porém tudo é explicado no final.

Os personagens são representados de maneira que o público cria uma conexão com eles. Por isso, quando mortes acontecem, você sente a perda daquela pessoa.

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Nenhuma atuação apresenta evidência, talvez pelo alto nível de interpretação coletiva dentro da trama. Contudo, cabe destacar duas mulheres: Émilie de Preissac, como Adèle e Agnès Delachair, como Alice. As duas encarnam personagens com muitos problemas e isso se acentua em comparação com os demais.

Se algumas séries prezam por aberturas mais simples, Le Chalet traz, em 30 e poucos segundos, um exemplo de qualidade e criatividade. Demonstrar em maquetes a cidade onde ocorre a história é sensacional. Sem falar na evolução dessa cena que em cada episódio um novo detalhe aparece na tela.

E aqui vai o maior acerto de todo seriado: a trilha sonora. Desde a abertura até em momentos cruciais durante o episódio, ela é empregada de forma cirúrgica. Destaque para Comptez jusqu’à trois e seu efeito na trama para quem assiste.

Por conter apenas 6 episódios, o enredo é bem estruturado, não contendo histórias apenas para “encher linguiça”. O piloto é incrível e nele já é estabelecido a narrativa principal. Os demais capítulos servem para criar mais dúvidas na cabeça do público, que serão sanadas no último.

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Quem gosta de plot twists vai estar 50% satisfeito. Das revelações feitas no final da série, uma é boa, mas previsível. A outra é totalmente surpreendente, que fez valer a pena todo suspense em torno do seriado.

Le Chalet é uma minissérie francesa que renova o gênero de suspense “quebra-cabeça”. Traz personagens bem apresentados em uma trama cativante que surpreende no final.

Por conta da boa avaliação por parte do público e da crítica, especulou-se uma continuação. No entanto, os editores declararam que não há planos para uma segunda temporada. E, cá entre nós, melhor deixar como está.

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