Crítica | Drake - Thank Me Later

Crítica | Drake - Thank Me Later

"Thank Me Later" é o álbum de estreia de um dos artistas mais populares de sua geração, só isso já serve para ser relevante. Fora o fato de que é realmente bom. 

O debut de Drake no mundo dos álbuns de inteira duração é tímido e quase despretensioso, mas também um álbum com canções muito sólidas e arranjos belíssimos com ingredientes pouco comuns no rap atual. Como Drake mesmo diz na ótima faixa de abertura “Fireworks”, o prazo dos “15 minutos de fama” do artista realmente já havia expirado, depois de 3 EPs consistentes do underground do rap game, Drake entrou em campo aos 45 do segundo tempo com a moral em alta e muita expectativa, e soube dar a resposta à altura.

Thank Me Later é a evolução das boas canções e arranjos de R&B dos EPs anteriores, conta com seu primeiro de muitos hits na carreira “Best I Ever Had”, que já tinha sido apresentada na sua última mixtape “So Far Gone”. A produção do seu primeiro álbum aqui em comparação com os EPs é um dos maiores diferenciais, arranjos a lá 808’s and Heartbreak casam com os versos onde Drake conta histórias sobre seu lifestyle adolescente de dar dor de cotovelo, e festas nas vizinhanças jamaicanas de Toronto de um jeito que não se via no mainstream há muito tempo.

“Fireworks” introduz Alicia Keys ao álbum, uma faixa clássica de R&B moderno com um refrão cativante cantado pela nova-iorquina, “Karaoke” uma balada com todos os ingredientes perfeitos pra Drake fazer o que faz de melhor. As músicas com compassos lentos e de BPM baixos são interrompidas pelo ótimo single “Over”, o arranjo de cordas do refrão em conjunto com a guitarra distorcida no fundo é épico e Drake apresenta uma das musicas mais completas de sua carreira, e finalmente dá sua credencial como jogador titular do jogo do rap.

“Up All Night”, é uma boa ode a juventude e a inconsequência, Noah Shebib, o 40, produtor de Drake, já apresenta sua facilidade natural em produzir hits, “Fancy” dá os ares de um jovem Jay-Z, e o próprio Hov aparece em “Light Up” com conselhos valiosos para carreira de um Drake de apenas 23 anos na época. “Best I Ever Had” encerra o álbum do jeito que começou.

Apesar da imaturidade nas letras e da performance vocal nervosa, Drake consegue manter o nível durante 15 faixas, construiu um bom álbum de refrões pop e arranjos que mesclam a agressividade do rap e a suavidade instrumental do R&B.

7.5

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