Crítica HQ | Vingança

Crítica HQ | Vingança

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Ah, a publicidade... Após ver a capa acima, quem pensa que vai ler uma história focada nos seis vilões está totalmente enganado. Contudo, não é por isso que a HQ “Vingança” deixa de figurar entre uma das melhores histórias recentes da Marvel nos quadrinhos.

Escrita por Joe Casey e ilustrada por Nick Dragotta, “Vingança” é uma HQ de 2014, em versão capa dura com 140 páginas. Os vilões presentes no material de divulgação desta história não são o foco da narrativa. Ok, eles aparecem em momentos chave da trama, mas alguns podem ser considerados até como figurantes, dependendo do ponto de vista.

O enredo de Casey se concentra na Brigada Juvenil e seus vilões equivalentes, os Jovens Mestres. A Brigada Juvenil é uma equipe da Marvel que trabalha nos bastidores do mundo heroico, ajudando a fazer justiça longe dos holofotes. Nesta HQ, o grupo é formado pela Miss América, o Nulificador Total e o casal “nerd da cadeira” Anjel e Barnel.

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A história mostra a Brigada Juvenil realizando suas missões diárias, quando se deparam com um ser que parece um pré-adolescente normal, mas que detém do poder de manter o equilíbrio no universo. Eis que este ser os avisa que o futuro está para ser comprometido. É aí que entram os Jovens Mestres, uma equipe recém-formada, que procura mostrar seu valor no mercado vilanesco, mesmo que para isto precise recrutar ou matar antigos vilões (como os da capa).

Alguns pontos distintos destacam a HQ “Vingança”. Primeiro, é uma história que necessita de uma pesquisa, não muito profunda, antes de ser lida. Entrar de cabeça, sem antes entender quem são a Brigada Juvenil e o que fazem, pode fazer o leitor perder o que Casey quer contar nas primeiras páginas.

Segundo, a trama é sensacional. Bem ambientada, bem definida e principalmente bem dividida. Uma das poucas HQs que se fosse adaptada para a telona, os diretores poderiam copiar e colar sem modificar nada. Percebe-se o enredo por atos, deixando o “grande embate” para o final, assim como nas produções cinematográficas sobre heróis.

A ilustração de Dragotta também não deixa a desejar. Quadrinhos bem divididos, sem nenhum exagero, a não ser quando necessário.

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Para quem gosta de referências, há algumas, como a aparição de outra equipe liderada pela Mulher-Hulk, que até tem certa relevância na história. Porém, o leitor se identifica mesmo é com a Brigada Juvenil e com os Jovens Mestres.

Há uma linha muito tênue entre mocinhos e vilões. Isso fica bem claro na HQ, tendo até certo romance entre Nulificador Total e a Cavaleira Negra, que estão em lados opostos aqui.

“Vingança” é uma história em quadrinhos que utiliza personagens antigos para promover novos protagonistas. Não há problema nisso, pois o roteiro faz jus a essa proposta. A HQ só peca em não aproveitar estes velhos heróis e vilões em certos momentos da trama.

7,5

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