Crítica | Homem de Ferro - O Início de Ouro da Marvel

Crítica | Homem de Ferro - O Início de Ouro da Marvel

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Desde o primeiro momento em que Robert Downey Jr. aparece na tela como Tony Stark, com sua acidez, charme e inteligência, da pra ter certeza que "Iron Man" não seria um filme qualquer. Há poucos exemplos, até hoje, de personagens que você não consegue imaginar sendo representado por um ator diferente dentro do gênero de heróis. Hugh Jackman com Wolverine e recentemente Ryan Reynolds com Deadpool são as raridades, mas ainda assim, com todas as características em comum entre o ator e seu personagem, parece que Downey Jr. nasceu pra esse papel.

Basicamente, Tony Stark vive uma vida acima de leis ou responsabilidades vendendo armas e, por isso, esse é o melhor filme pré "Vingadores" da MCU e um dos mais importantes do estúdio. Para o filantropo, o conceito de paz é ter o bastão maior que o do outro cara. Ou pelo menos era. Depois de ser capturado e ver que as armas vendidas pela Indústria Stark geravam mais caos do que afirmavam seu conceito ilusório de paz, o personagem entra em um processo de transição entre a prepotência absoluta e o se importar com as pessoas.

Homem de Ferro é um filme especial por se destacar, dentro de um gênero onde as pessoas querem ver ação, pelo desenvolvimento emocional de seu protagonista.

Claro que a ação aqui é incrível. A armadura do homem de ferro é visualmente impecável e extremamente verossímil. As cenas de voo e de luta são bem coreografadas e eficientes, mas o que se sobressai aqui são as cenas em que temos a oportunidade de acompanhar a evolução pessoal e o intelecto de Tony Stark.

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Para qualquer fã dos quadrinhos, ou mesmo os mais leigos sobre a história, ter a oportunidade de ver o primeiro protótipo e a criação do que viria a evoluir e se tornar a armadura do Homem de Ferro é de pirar a cabeça. Provavelmente o melhor momento do filme é testemunhar, enquanto preso em uma caverna, a genialidade do personagem, um dos mais inteligente da Marvel, para criar algo revolucionário, ao mesmo tempo em que se mostra vulnerável como pessoa ao ser confrontado com alguns fatos sobre sua vida. É ao mostrar o melhor dos dois lados de Tony Stark, criando a perfeita mistura entre arrogância e humildade, que brilham o diretor Jon Fraveau e seus roteiristas Matthew Hollaway, Mark Fergus, Hawk Ostby, Art Marcum e Matt Holloway.

Fora Downey Jr., outro motivo para o filme funcionar é seu elenco de apoio. Obadiah Stane (Jeff Bridges) é um ótimo vilão inicial para uma Marvel que falha tanto nessa categoria. Sorrateiramente vai crescendo na história como sócio e amigo de Stark até se revelar como verdadeiro antagonista, com uma motivação sólida o suficiente. Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) está ótima como amiga/ companheira/ possível relação amorosa de Stark, mas não faz muito mais do que isso. Yinsen (Shaun Toub), apesar do pouco tempo de tela, é quem mais se destaca dentre os personagens coadjuvantes, pela boa química e impacto que causa tanto no herói quanto no espectador.

Homem de Ferro, o primeiro filme da Marvel nessa era pré "Vingadores", é a melhor maneira com que tudo poderia começar.  Preenchendo bem suas 2 horas, encontra o tom certo do personagem, possui um humor afiado e também algo relevante a dizer sobre a guerra e como utilizamos nossas tecnologias.

9

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