Crítica | Na Natureza Selvagem

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Into The Wild Poster

Muitos filmes são feitos com objetivos bem claros. Fazer dinheiro e ganhar prêmios são os principais. No entanto, alguns são feitos com algo a mais em mente, se conectar com um público tão pessoal, que apenas o passar dos anos possa determinar seu verdadeiro valor.

"Into The Wild", mais do que tudo, é uma carta de libertação. Baseado no livro não-ficcional de Jon Krakauer, o filme conta a história de Chris McCandless, um jovem americano que após se formar na faculdade de Emory decidiu largar tudo e viver um estilo de vida livre, viajando por todo o país até enfim tentar sobreviver isolado, em um trailer abandonado no Alaska.

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Escrito e dirigido por Sean Penn, fica claro que, apesar de ser baseado em uma obra de outra pessoa, esse é um trabalho muito pessoal. A forma como cada aspecto da vida é divagado e contemplado é feito sem pressa, se aproveitando de cada momento. Auxiliado por uma edição não linear e um proveito maravilhosamente natural de suas imagens nativas, Into the Wild é praticamente sem forma, e procura contar sua história ao mesmo tempo que a enaltece. Há as vezes um senso depressivo muito forte, que é facilmente derrubado por momentos engraçados e que mais do que tudo procuram dar sentido à jornada de Chris McCandless.

O roteiro pode ficar confuso com as constantes mudanças de linhas temporais, mas o estudo de personagem é seu ponto principal, e aliados à excelente atuação de Emile Hirsch, que além de ser extremamente parecido com McCandless, tem o olhar certo para esse tipo de história. Sua aparência desleixada e linguagem corporal combinaram tão bem com a história que parecíamos ver a sua história em forma de documentário. Os conceitos de família são trabalhados de forma sútil e marcante, com as interações de McCandless com outras pessoas durante sua viagem enriquecendo a experiência espiritual. A figura materna de Catherine Keener, a paterna de Hal Holbrook e como eles encontram e afetam sua jornada é algo realmente tocante.

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"Into the Wild" um retrato das muitas formas de felicidade que procuramos alcançar. Aqui é mostrado como o conceito de casa, família e realização podem ser interpretados de diversas maneiras diferentes e que para estarmos realmente felizes precisamos apenas de uma coisa; nos encontrar nesse gigantesco mundo. McCandless ter virado um herói após ter “falhado” em sua missão de sobreviver no Alaska, e hoje ser um símbolo para muitas pessoas que criticam a forma como escolhemos viver em nossa sociedade, é um exemplo de que essa história só poderia crescer com o tempo. Como filme é muito bom, como um motivo para olhar para sua vida e procurar vivê-la da melhor forma possível, é excepcional. 

8.5

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