Crítica | Verdade ou Desafio

Crítica | Verdade ou Desafio

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Assistir a um filme de terror da Blumhouse é sempre um jogo.

No catálogo da produtora, dividem espaço obras incríveis como “Fragmentado”, “Corra”, “A Visita”, “A Morte Te Dá Parabéns”  e “Uma Noite de Crime”, boas surpresas como “Atividade Paranormal”, “O Presente”, “Amizade Desfeita” e “Hush: A Morte Ouve”, e também filmes terríveis como “Amityville: O Despertar” e “A Entidade”.

O diretor e roteirista Jeff Wadlow (“Kick-Ass 2”) provavelmente veio a esse projeto graças ao terror que dirigiu em 2005, “Cry Wolf”. O longa (que trazia Jon Bon Jovi como um professor) também centra sua história em jovens que começam a morrer após se envolverem em um jogo. A diferença entre os dois filmes do diretor reside no aspecto sobrenatural, que está presente em “Verdade ou Desafio”.

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Lucy Hale (Pretty Little Liars) é a protagonista, contracenando com outra estrela queridinha da televisão, Tyler Posey (Teen Wolf). Ela é uma garota humanitária e cheia de vaidade moral que é forçada a participar de uma viagem spring-break para o México com os colegas. Ele é o namorado de Markie (Violett Beane) e esses três formam um triângulo amoroso que não engana ninguém no grupo de amigos, que inclui um típico chato, um casal enjoado e um token combo de minoria (gay+asiático) que serve para o filme fingir uma diversidade.

Em uma das festas, a turma é convidada por Carter, um desconhecido, para um jogo de Verdade ou Desafio nas ruínas de uma missão. É lá que o conflito começa. O estranho vai embora sem dar explicações e eles voltam para casa, sem imaginar que agora o jogo os segue para onde quer que eles forem. A cada rodada, um jogador é assombrado por uma ilusão em sua realidade que faz com que a pergunta ‘verdade ou desafio?’ apareça por todos os lados. Ele precisa escolher entre responder a uma pergunta reveladora ou cumprir um desafio perigoso. Se infringir as regras do jogo, deverá sofrer as consequências: a morte.

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Com personagens rasos e uma história que já vimos diversas vezes, apelando para demônios religiosos e backstories tragicamente mal-explorados, “Verdade ou Desafio” não traz muito mais do que se espera de um filme de terror clichê. Acaba por ser um slasher genérico, repleto de jumpscares desnecessários sem qualquer timing, que bebe de filmes de maldição, principalmente de “Premonição” e suas sequências (mas sem as mortes elaboradas e sangrentas que tornaram essa franquia tão divertida).

Algumas cenas até funcionam - como a primeira, do desafio em um mercadinho de estrada, e a do desafio de caminhar no telhado - mas só para quem gosta tanto do gênero a ponto de relevar todos os outros aspectos do roteiro e da atuação. O filme certamente vai atrair o público jovem que deseja alcançar, principalmente graças aos seus dois protagonistas do elenco. E quem vê esse tipo de filme diversas vezes e não se cansa pode até se divertir um pouco. Mas a verdade? Será esquecível.

“Verdade ou Desafio” (o filme) acaba por ser exatamente o que é Verdade ou Desafio (o jogo): uma forma trivial para jovens entediados passarem algumas horas numa sexta-feira à noite quando não há mais nada para fazer.

5

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