Crítica | Deadpool

Crítica | Deadpool

Talvez em 2010 a leve aparição de Deadpool em ''Wolverine: Origens'' não tenha funcionado pra todo mundo, mas afinal quem liga? Eu não ligo, o mundo não liga e muito menos Wade Wilson. El Deadpool é o longa do anti-herói da El Marvel, dirigido por El Tim Miller e estrelado por El Ryan Reynolds e  El Morena Baccarin, e antes de tudo precisa-se ressaltar aqui como esse é o papel certo para o ex homem mais sexy do mundo. Nunca. Mais. Tirem. Esse. Uniforme. Dele.

A relação ator e personagem aqui é algo visto poucas vezes na história do cinema. Ryan Reynolds entra para o pequeno nicho de atores insubstituíveis em relação ao seu personagem. Hugh Jackman e seu ''Wolverine'', Robert Downey Jr e ''Homem de Ferro'' e agora Reynolds e ''Wade Wilson''.

Pós um dos piores filmes de super heróis feitos (lanterna verde) e a imbecilidade que foi aquele Deadpool no filme do Wolverine, aqui vemos um Ryan Reynolds feliz, querendo e se esforçando por esse papel, afinal, no filme mais politicamente incorreto sobre algum super herói já feito, muito se dependia de um ator que tem a carreira marcada por um rostinho bonito e atuações meia-boca, mas que no caso, deu um show de expressão corporal para fazer de seu personagem o mais engraçado possível.

Um fator que o filme trabalha bem é saber que Reynolds está ali para carregar o filme, mas não esquecer dos outros personagens. Tudo funciona aqui. A personagem de Morena Baccarin é importante e forte na história e com certeza não está no longa só para ser salva pelo mocinho, mas sim para ser uma figura forte e e segura de si. Colossus é simplesmente sensacional pelo simples fato de contrastar de forma excepcional com o personagem principal do filme. É hilário. O gigante é o ser mais bondoso do planeta, fazendo alusão magnífica ao ditado que os opostos se atraem. 

Por fim Negasonic Teenage Warhead faz exatamente o que alguém da sua ideade, mesmo sendo extremamente forte faria: ser uma adolescente emburrada! Engraçada sem precisar dizer muita coisa, é extremamente fascinante de uma forma não convencional, especialmente lutando. Weasel(TJ Miller), o taxista Dopinder e a vovó cega são outros dois recursos cômicos que funcionam, por mais ou menos relevantes que sejam.

Analisando mais tecnicamente, o ritmo do filme é perfeito. Tudo acontece no momento certo, e isso deve-se a excelente edição do filme, que foi realizada por Julian Clarke (Distrito 9). O roteiro do filme é excepcional. Tira o melhor de cada personagem e, basicamente, grande parte dele é piada atrás de piada, sendo que a grande maioria tem o efeito esperado. A metalinguagem é constante e as diversas referências à cultura Pop são usadas de forma abusiva, o que poderia saturar um pouco filme, mas que incrivelmente acaba totalizando o filme. afinal, esse é o objetivo. Não dar a miníma pra nada. É algo sensacional

Deadpool é uma das melhores comédias dos últimos tempos e igualmente uma das melhores ações. É vulgar e muito violento e que, mesmo para leigos ou fãs não tão devotos, acaba sendo recompensado com... Pera, quem não é fã de filme de super herói nos dias de hoje? Ainda mais com aqueles que fazem piada de si mesmo.


9,3

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