Crítica | Capitão América: O Soldado Invernal

Crítica | Capitão América: O Soldado Invernal

O que para muitos é considerado o melhor filme do Universo Cinematográfico da Marvel, “Capitão América: O Soldado Invernal” estreou nos cinemas americanos no dia 4 de abril de 2014. O longa, dirigido pelos irmãos Joe e Anthony Russo, ficou marcado por trazer um enredo diferente dos demais filmes de super-heróis da Marvel feitos até então.

A trama começa com Steve Rogers, o Capitão América, trabalhando para agência de espionagem da S.H.I.E.L.D. enquanto ainda tenta se acostumar com o novo mundo que lhe é apresentado. Junto dele, a Viúva Negra e a equipe S.T.R.I.K.E. começam uma operação de resgate a membros da S.H.I.E.L.D. num navio de piratas franceses.

A primeira cena de ação é empolgante e mostra a imponência que o Capitão América tem dentro do universo Marvel. Mesmo após os eventos de “Os Vingadores”, com alienígenas invadindo a Terra, Deuses poderosos e monstros verdes, o sentinela da liberdade continua enfrentando seu inimigo de igual para igual, seja ele um poderoso ser cósmico ou um mero sequestrador francês.

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O filme se desenrola apontando alguns mistérios que o próprio diretor da S.H.I.E.L.D., Nick Fury, não consegue desvendar, o que acaba lhe custando caro. Enquanto isso, ocorrem algumas cenas de saudosismo do Capitão América com o seu antigo eu, seja com a Peggy Carter mais velha ou em flashbacks com o Bucky.

Muito do filme faz o espectador pensar se ele está vendo mesmo um filme de super-herói. Pois a fragilidade dos “mocinhos”, que são drasticamente reduzidos a cinco quando a Hidra se revela, demonstra a humanidade presente no longa.

Um dos pontos positivos de “Capitão América: O Soldado Invernal” é a caracterização de seus personagens dentro de sua respectiva função na trama. Sebastian Stan, o Soldado Invernal, destoa bastante daquele Bucky de “Capitão América: O Primeiro Vingador”, o que é bom, pois deixa clara a mudança do personagem que sofreu tanto ao longo das décadas nas mãos da Hidra. Scarlett Johansson está mais uma vez excepcional no papel de Viúva Negra, mas não traz muita importância para seu personagem além de ser a parceira do Capitão em suas missões e fugas à la Bonnie e Clyde. Samuel L. Jackson ganha o destaque merecido com seu Nick Fury, protagonizando com o Capitão América um dos melhores diálogos sobre liberdade e medo na história dos cinemas, logo nos primeiros vinte minutos de filme. Anthony Mackie fez sua tímida estreia como Sam Wilson, o Falcão. Por último, mas não menos importante, o Capitão América de Chris Evans amadurece cada vez mais. Com este filme, o Capitão Rogers conquistou ainda mais o público que já o admirava, principalmente quando ele não desiste de seu amigo Bucky  quando todos estão em perigo, prestes a ser atingidos pelo projeto Insight.

Os vilões do segundo filme do Capitão não são poucos. Batroc, Hidra, Arnim Zola, Alexander Pierce, Rumlow e Soldado Invernal estão aqui listados devido a sua importância em algum momento do enredo. Mas o destaque vai para a atuação de Robert Redfort como o poderoso e calculista secretário Pierce. Tudo o que ocorre no filme parece não abalar o personagem, o que é um ponto crucial para uma pessoa que possui um alto cargo na trama.

Algumas curiosidades de "Capitão América 2" são as referências a outros seres do universo Marvel. O projeto Insight (o plano diabólico da Hidra, travestida de S.H.I.E.L.D.) era de prever possíveis ameaças e destruí-las, juntamente de outras milhões de pessoas que estivessem ao redor. Em algumas conversas durante o filme e em vídeos de monitoramento de onde os aeroporta-aviões iriam disparar, podemos ouvir nomes como os de “Bruce Banner” e “Stephen Strange”. Além da Torre Stark como um alvo do projeto.

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“Capitão América: O Soldado invernal” contrasta com o restante dos filmes da Marvel por sua independência de grandes eventos para causar o estopim da trama. A história se desenvolve nos relacionamentos. Fury e o secretário Pierce; Viúva Negra e o Capitão; S.H.I.E.L.D. e Hidra; Bucky e Steve. Os irmãos Russo entraram com o pé direito na casa das ideias e de lá não irão sair tão cedo.

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