Crítica | Power Rangers

Crítica | Power Rangers

Entre a esperança de ser um ótimo reboot, que nos levaria de volta a infância e nos fizesse exclamar que é hora de morfar, e a expectativa que fosse mais um dos muitos que fracassaram ao tentar, Power Rangers é muito satisfatório, apesar de ser uma faca de dois gumes em diversos sentidos.

Escolher o tom do filme cabe muito ao gosto dos roteiristas e diretores, e o público que querem buscar. Hoje, a clara divisão entre os filmes de super heróis - Vingadores sendo mais leves, Logan e Batman vs Superman mais sombrios - é retratada em Power Rangers, mas não por indecisão. Nitidamente trata-se de uma história leve, engraçada e pronta para estabelecer uma franquia conhecida por ser ''cafona'' e não se levar a sério, mas que precisa ser mais maduro, por assim dizer, em função da sociedade que vivemos hoje. 

Enfim, temos aqui 5 jovens, Jason, Kimberly, Billy, Zack e Trini; todos com alguns problemas em suas vidas, até que recebem super poderes e têm que lidar com fato de serem os responsáveis pela proteção da vida no universo. 

Mais que uma história sobre super-heróis, recheado de cenas de ação, esse é um filme que abre um arco e conta a origem de algo, então, inevitavelmente, um filme sobre personagens. Um ponto interessante é que, basicamente, se os ''desconhecidos'' atores falhassem o filme falharia. Não é como se a hora de morfar fosse a qualquer instante ou fácil, e para acontecer alguma coisa todos os 5 deveriam criar algum tipo de laço, se conhecer de fato, serem amigos, e, até o último ato onde toda ação acontece, nenhum dos atores poderiam se esconder atrás de uma armadura para mostrar seu trabalho. Então, no momento que ocorre a transformação, é tão recompensante para nós assim como para eles, e nesse momento percebe-se que os cinco se dedicaram ao máximo e fizeram um excelente trabalho.

Visualmente falando, a maioria das coisas funcionam. Do mesmo jeito que as armaduras e Zordon (Bryan Cranston) são sensacionais, Alpha 5 e os Zords serem ótimos , há coisas que apenas não dão certo. As cenas de ação divertem bastante, mas são pouco utilizadas e com alguns poucos (mas grandes) problemas de CGI. O filme encontra algumas dificuldades em seu ritmo, mas nada que atrapalhe o filme; e não é como se Elizabeth Banks estivesse mal, mas o fato de ela ser por vezes caricata demais (assim como Rita Repulso de 1990) em meio a atuações sérias e determinadas, acaba incomodando.

No fim das contas Power Rangers é sincero o suficiente para ser um fan service e homenagear a antiga franquia, mas se renovando a ponto de de estar pronto para começar uma franquia. Ah, ia esquecendo de dizer, Ranger azul é meu novo Power Ranger favorito, e provavelmente o seu também.

 

7,3

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