Crítica | Garota Exemplar

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Gone Girl Poster

O tempo que eu fiquei em silêncio após acabar esse filme pensando em tudo que havia acontecido, após duas horas e meia que não demoraram nada pra passar, representa o quão excepcional  David Fincher é como diretor.

O longa é estrelado por Ben Affleck e Rosamund Pike e conta a história de um casal aparentemente perfeito casado a 5 anos, mas um dia quando Nick (Affleck) volta pra casa, Amy (Pike) havia sumido, se instalando uma premissa simples: Affleck matou a esposa ou ela havia sido sequestrada?

Gone Girl talvez tenha sido um dos filmes mais inteligentes do ano de 2014 por não se ver apenas como um filme de mistério a ser resolvido. Além de toda a ansiedade da descoberta no seu pólo principal (o que aconteceu com The Amazing Amy) o filme não se prende à isso. Provoca e desperta o interesse de seu telespectador do que está por trás, como por exemplo, como uma união que era tão recíproca e que parecia tão certa chegou aquele ponto, além de instalar uma crítica a imprensa sensacionalista, acompanhar quem está cercado por isso (no caso Affleck) e expor como ela pode afetar alguém e apontar o que é verdade e o que não é como bem entender, buscando incessantemente falhas pessoais. 

David Fincher é um perfeccionista e podemos ver muito disso nesse filme. O jeito com que tudo flui faz parecer o Golden State Warriors jogando basquete ou o Barcelona jogando futebol. O jeito como ele extrai as melhores interpretações possíveis dos seus atores é algo fora do normal. É difícil imaginar outros atores que fariam melhor o papel de Ben Affleck, de Tyler Perry (sim, Tyler Perry) e da brilhante Rosamund Pike. Ela, no caso, em meio de tantas ótimas atuações consegue roubar o filme para si. É intrigante, volúvel e fascinante a ponto de acharmos estar vendo uma personagem completamente inédita. De fato estamos.

Fora isso, o jeito que as informações se escondem e são dadas nas horas certas é outro mérito do diretor. Reviravoltas, surpresas e informações chocantes são tudo estabelecidas na hora certa. E por último, mas não menos importante, Gone Girl é lindo esteticamente falando. Os enquadramentos são perfeitos,  e o uso das cores influenciam muito o jeito que vemos e sentimos as coisas, trazendo peso e tensão cena pós cena e construindo suspense e mistério de forma meticulosa e perfeita. O toque final de mais um obra prima do diretor. Gone Girl é Fincher em sua essência.

As vezes é difícil pensar em uma conclusão para um filme desse tipo. Toda vez que penso em escrever um último pensamento á respeito, vem mais 3 à cabeça. Talvez seja essa a principal qualidade de Gone Girl e dos outros filmes de Fincher. Grudam. Não lhe permite parar de pensar sobre ele. Sendo assim,

 

9,7

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