Crítica | Rei Arthur: A Lenda da Espada

Crítica | Rei Arthur: A Lenda da Espada

Aquela famosa história, amada pelos ingleses e por muitos fascinados pelas histórias da idade média, está de volta aos cinemas, mas desta vez dirigida por Guy Ritchie.

O famoso Rei Arthur interpretado por Charlie Hunnam e alguns de seus cavaleiros fazem parte da trama, mas talvez não sejam os principais do longa. Com uma tonalidade mais escura como é de praxe do diretor, o filme se torna algo quase neutro e passa uma sensação de vazio. Sem conter uma história envolvente ou uma narrativa que se possa aplaudir ou pelo menos pensar "foi bem feito", a famosa lenda da espada se tornou tão lenda que não apareceu. O pensamento de "quando Sherlock Holmes irá aparecer?", tomou conta do meu ser. 

Com um elenco de se tirar o chapéu como Jude Law, Aidan Gillen e tentando lembrar da atuação de Djimon Hounsou em "Diamante de Sangue" porém ausente, esta pode ter sido uma das maiores decepções de 2017. A atuação de Charlie Hunnam como Arthur é tão "Magic Mike" que acaba estragando o personagem, sem expressões determinantes, diálogos pobres, tanto da sua parte quanto dos roteiristas. A esperança de um filme mais aceitável estava nas mãos de Jude Law, no papel do vilão Vortigern, mas nem o tal conseguiu fazer algo parar mudar o destino do rei e sua motivação fraca, que se parar para pensar, é tão madura quanto de uma criança de 4 anos. Ah, e suas fontes de poder são decepcionantes. 

Os efeitos visuais e sonoros estão razoavelmente bons, um filme medieval com um toque mitológico, talvez um toque muito forte... ta, quase um Hércules versão cantada por menestréis! O jogo de câmera está como de costume, assim feito em "Sherlock Holmes: Jogo das Sombras", é uma técnica própria do diretor que particularmente acho interessante quando usada da forma correta. Um início, meio e fim tão perdidos que em 2 horas não parecem se ajustar, um medo de arriscar e de colocar um personagem importante em risco torna o filme ainda mais neutro e deixa a história esfriar. 

Um filme que não possui sangue, com boas lutas é verdade, mas atuações abaixo da média, uma história fraca e um diretor que vai usar a mesma fórmula para todos os filmes, é o resultado de "Rei Artur: A Lenda da Espada". Não precisa se pensar, só sentar e assistir 2h e 6 min de algo preto no branco. O longa é bom para se assistir de cabeça vazia após um dia estressante, então divirta-se com mais uma história deste famoso Rei. 

5

Crítica | Escola de Rock

Crítica | Escola de Rock

Crítica | Antes Que Eu Vá

Crítica | Antes Que Eu Vá